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Estudos de TI para Concursos Públicos

Prezados concurseiros,

 

Hoje venho apresentar a vocês um histórico sobre minha evolução no mundo dos concursos.

Formei em Sistemas de Informação no 2º semestre de 2008 e iniciei meus estudos em maio de 2009. Contudo, já no mês de março me encontrava em busca de materiais que pudessem me subsidiar na construção de uma metodologia de estudos. A primeira coisa que fiz foi ler o Manual do Concurseiro, do Alexandre Meirelles, além de uma grande quantidade de dicas e macetes dos gurus de concurso público, como, por exemplo, William Douglas.

 

Com a definição inicial de uma metodologia de estudos, resolvi estabelecer um marco inicial, fazendo um concurso com os parcos conhecimentos obtidos durante a faculdade. Fiz o concurso do DECEA com vaga para São José dos Campos e como era de se esperar fiquei mal classificado.

 

O próximo certame já foi quase no final de 2009, já tendo acumulado mais de mil horas de estudos. Em novembro, fiz o concurso do TRT de Minas Gerais, no qual fui classificado acima do 50º lugar. Apesar de não ter sido bem classificado, em virtude de uma lei que amplia o efetivo de servidores de TI do tribunal, no início de 2013 assinei o termo de desistência, de forma a agilizar a nomeação de quem tenha interesse no cargo de analista judiciário.

 

No primeiro semestre de 2010, com quase duas mil horas acumuladas, fiz o concurso da Petrobrás e da Dataprev. A prova da Petrobrás foi a mais difícil que eu tinha visto, e até hoje penso em ser uma das mais difíceis que fiz. Nela, minha classificação foi acima do 100º lugar. Já o concurso da Dataprev, apesar de eu ter me classificado dentro das vagas do cadastro reserva, não houve nenhuma nomeação para os estados de MG/ES.

 

No segundo semestre de 2010, fiz os concursos do TRT do Paraná, do MPU, BNDES e ABIN. Não obtive boa classificação para os cargos de analista judiciário do TRT-PR, analista do MPU e de analista de suporte no BNDES. Já para técnico de informática do MPU, fiquei em 1º lugar em Minas Gerais, e para oficial técnico de inteligência (desenvolvimento) da ABIN fiquei em 5º lugar. Em novembro de 2010, tomei posse como técnico de informática na Procuradoria da República em Minas Gerais. Infelizmente, com a posse da Dilma, os concursos foram suspensos, sendo que só fui convocado para o curso de formação da ABIN, em outubro de 2012, quando estava fazendo o curso de formação da CGU. Por isso, declinei de um cargo na ABIN.

 

Em janeiro de 2011, fiz os concursos da PREVIC e do TRE do Espírito Santo, sendo classificado em 5º e 20º respectivamente. Da mesma forma que na ABIN, fui contatado em outubro de 2012 para saber sobre meu interesse em tomar posse na PREVIC. Também desisti do cargo na PREVIC por estar em curso de formação para a CGU.

 

Com a expectativa de nomeação na ABIN ou PREVIC e com a portaria que suspendia os concursos, só voltei a fazer uma prova em novembro de 2011. Contudo, não havia parado de estudar, acumulando até o concurso do BNDES/2011 quase 4.000 horas. Nele, fui classificado em 4º lugar, mas em virtude do que podemos chamar de uma maré de azar, que inclusive me rendeu o apelido de “trava-lista”, o BNDES nomeou só até o 3º colocado.

 

Além do BNDES, no final de 2011, os boatos sobre o concurso do Senado eram fortíssimos. Por isso, após a prova do BNDES estabeleci meu planejamento para o Senado. Como se comentava sobre a possibilidade de a FGV “terceirizar” a prova para a Consulplan, fui a Brasília fazer o concurso do TSE. Tive um fraco desempenho nesse concurso, sendo um dos motivos a necessidade de eu fazer a prova com apenas metade do tempo.

 

Em abril de 2012, quando da prova do Senado, já tinha acumulado mais de 4.500 horas de estudo. Fui penalizado na redação, que solicitava a implementação de uma lista encadeada e algumas operações. Nos recursos, comprovei que o método que utilizei também era correto, conseguindo recuperar alguns pontos, mas não o suficiente para ficar entre os sete primeiros. Minha classificação final foi 9º lugar, o que traz boas expectativas, visto que já foi nomeado até o 7º colocado.

 

Por fim, em junho de 2012, fiz o concurso da CGU, quando ultrapassei a marca de 5.000 horas de estudo. Obtive o 15º lugar para o cargo de desenvolvimento, e fui nomeado para o cargo de AFC na CGU em novembro de 2012, onde me encontro atualmente.

 

Bom pessoal, tentei ser bem sucinto, encapsulando, por exemplo, as inúmeras dificuldades com as quais me deparei, pois meu intuito era narrar os fatos apenas sob a perspectiva dos estudos.

Abaixo, apresento duas tabelas: uma descrevendo a quantidade de horas acumuladas concurso a concurso; e a outra, as horas acumuladas por assunto.

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Respostas a este tópico

Muito boa sua trajetória, parabéns!

Poderia compartilhar o seu ritmo de estudo, quadro horário, hora de descanso etc?

Paulo,

Publiquei para o BNDES a metodologia que utilizo.

http://www.itnerante.com.br/forum/topics/planejamento-bndes

[]'s

Parabéns!

Nunca pensei em anotar a quantidade de horas estudadas... mas é interessante...

Também gostaria de conhecer teu ritmo de estudos diário/semanal!

Abraço!

Inicialmente, defini o tempo de 55 minutos para uma aula. E com esse tempo dividia o dia e a semana.

Quando estava no bombeiro, com escala de 24 x 48, fazia 8 tempos no primeiro dia de folga e 12 no segundo. Depois passei a trabalhar de 8:00 a 17:00, e fazia 7 tempos de segunda a quinta, 2 na sexta, 10 no sábado e 6 no domingo.

No MPU, de segunda a quinta fazia 8 tempos, 4 na sexta, 10 no sábado e 6 no domingo.

Diminuía um pouco o ritmo nos finais de semana para ficar com a minha noiva! rsrs

Legal ....

Interessante ver a trajetória do pessoal!

Boto fé Leonardo, 

Estou vendo sempre seus comentários no questões de concursos. Cerca que 90% das questões que ando fazendo tem um post seu por lá. Prova que anda estudando bastante. kkkk

Iron,

Comentei algumas questões lá no QC mesmo, mas como fui convidado pela equipe do TecConcursos, quase já não comento mais no QC.

Parabéns pela sua trajetória. São esses exemplos que faz com que eu continue firme nos meus estudos.

Obrigado Virgínia!

É isso aí, e que mantenhamos nossas armas afiadas para as batalhas vindouras

[]'s

Parabéns pelas grandes conquistas! Só por curiosidade, como que você foi na primeira prova do Senado, aquela que foi anulada, comparando com o ranking que apareceu na época?

Flávio,

No ranking (google docs) que participei, estava entre os 20 primeiros, mas a colocação correta não me recordo, pois como foi anulada, eu só verifiquei no momento que registrei minha nota, depois não olhei mais.

Parabéns Léo! 

Por pouco tempo fomos colegas de serviço e aqui estou eu a seguir sua trilha.

Abs!

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